Dicas

REVISÃO DE FINAL DE ANO

As festas de final de ano estão chegando e você já deve estar pensando em pegar a estrada para se reunir com a família ou então passear durante os dias de férias, não é mesmo? Sempre planejamos esses momentos com entusiasmo e não vemos a hora de descansar a cabeça para aproveitar os dias de folga, mas, antes de chegar na parte da diversão, é preciso pensar no item mais importante da sua viagem: A segurança.

Mesmo que você não vá viajar longas distâncias, deve lembrar que nesta época do ano o trânsito tende a ficar intenso em todos os lugares, exigindo ainda mais a sua atenção e o bom funcionamento do seu carro. Para não esquecer nenhum detalhe na hora de fazer a sua revisão de final de ano,  nós da Mecanica Exclusive separamos algumas dicas que vão lhe ajudar durante o processo. Vamos conferir?

 

– PLANEJE SUA VIAGEM COM ANTECEDÊNCIA

 

– CONFIRA A SUA DOCUMENTAÇÃO E A DO SEU AUTOMÓVEL

 

ALINHAMENTO DA SUSPENSÃO E BALANCEAMENTO DAS RODAS

 

 

– BARULHOS NA SUSPENSÃO

Hora de abaixar o som e pedir silêncio dentro do seu carro, pois os pequenos barulhos que surgem com o automóvel em movimento podem indicar problemas importantes. Rangidos, batidas secas ou ruídos que se assemelham a algo frouxo devem ser averiguados na sua oficina de confiança. As condições da estrada utilizada em trajetos diários podem levar a um desgaste de partes da suspensão antes do prazo previsto na revisão do veículo.

-RODAS

Em rodas de ferro, procure por amassados. Se a pressão de um pneu estiver mais baixa que a dos outros, é provável que a roda esteja amassada, permitindo fuga de ar. O reparo é simples e pode ser feito por um bom borracheiro. Em rodas de liga, preste atenção em possíveis quebras e trincas. Dependendo do caso, a substituição da roda pode ser necessária.

 

FILTRO DE AR

Confira a quantidade de poeira e sujeira que o filtro absorveu, caso o filtro ainda esteja branco, é um bom sinal, agora se o filtro estiver sujo, é necessário trocar o produto. Se não for trocado, o acúmulo de sujeira vai fazer com que o propulsor faça mais força do que o necessário, elevando o consumo de combustível. Além do carro perder força na retomadas de velocidade. Nada agradável.

 

-BATERIA

Hoje em dia, as baterias vêm lacradas, mas trazem um indicador de vida útil, então dê uma conferida para não ficar na mão. Outra dica importante para a sua revisão de final de ano é prestar atenção também à limpeza dos cabos a à checagem do alternador, que deve estar mantendo corretamente a carga da bateria.

 

-FLUIDOS

Na hora de viajar você sempre lembra de levar água pra aguentar as longas horas na estrada não é mesmo? Seu companheiro de quatro rodas também precisa do mesmo cuidado. Ao rodar em estradas o motor é submetido a um esforço maior do que no ciclo urbano. Por isso, antes de viajar é muito importante checar o nível dos fluidos, a validade de todos os fluidos e seus respectivos filtros, assim como a presença de vazamentos: líquido de arrefecimento, óleo do motor e transmissão, fluido de freio, direção hidráulica e embreagem, e ainda o nível do combustível do reservatório de partida a frio (para carros flex). Se o prazo de troca de filtros e fluidos estiver próximo, não há mal nenhum em adiantá-lo.

O fluido de freio, por exemplo, é responsável por transmitir a força do pedal até as rodas, e uma das suas principais características é absorver a umidade do ambiente. A troca deste fluido é necessária pois o excesso de água pode prejudicar o sistema geral de frenagem, impedindo seu bom funcionamento e comprometendo a segurança do seu carro.

A água do radiador tem como função manter o motor frio, por isso o radiador sempre tem que estar com água. Mas, antes de verificar o nível da água, desligue o carro e aguarde alguns minutos para abrir a tampa do radiador, caso contrário a água poderá sair com muita força e queimar a sua mão ou outras partes do corpo. Feito esse procedimento, retire a tampa e veja se a água está abaixo do nível indicado, se sim, é só completar.

-EMBREAGEM

Na sua revisão de final de ano a principal verificação é quanto ao desgaste das peças da embreagem. Perceba se a embreagem está pesada ou se o carro está trepidando. A revisão ainda abrange o nível do óleo da caixa de câmbio e detecta se há vazamento entre a caixa e o motor. No caso das hidráulicas, também se verifica se há vazamento do líquido da caixa.

 

-SISTEMA ELÉTRICO

Antes de partir para a sua viagem de final de ano, confira se as lanternas, faróis e piscas estão funcionando corretamente. Trocar uma lâmpada queimada é algo rápido e que pode prevenir um acidente grave. Verifique o manual do seu veículo na seção que fala sobre o painel, alguns modelos trazem sensores que indicam quando uma das luzes estão queimadas.

 

-SISTEMA DE LIMPEZA DOS VIDROS

Parece óbvio, mas durante a revisão de final de ano você precisa conferir tudo que possa interferir na sua visualização da estrada. Além do funcionamento dos limpadores e desembaçadores, cheque o nível do reservatório de limpeza e o estado das palhetas. Se elas já estiverem ressecadas, não farão o escoamento adequado da água. No dia da viagem, limpe bem os vidros, pois a sujeira reflete luz e dificulta a visão. Em carros sem ar-condicionado, não é má ideia levar um pano de algodão e um spray antiembaçante. Nas viagens com chuva estes são itens que fazem grande diferença.

 

-HIGIENIZAÇÃO DO AR-CONDICIONADO

Estamos falando de viagens de final de ano durante o verão em um país com clima predominantemente tropical, o que nos leva ao indesejável calor e ao amado ar-condicionado do carro. Este tipo de limpeza é importante não só para o bom funcionamento do seu carro mas para sua saúde também, já que o ar-condicionado acumula fungos, bactérias e diversas outras impurezas ao longo do uso. A manutenção deve ser feita nos filtros, que acumulam sujeiras trazidas junto com o ar. A limpeza é muito importante e deve ser considerada antes da sua viagem, mas o ideal mesmo é que ela seja realizada nos meses mais frios do ano, para que o sistema esteja em boas condições na chegada do verão. Já fica a dica para o próximo ano.

 

-OUTROS ITENS

Veja alguns itens que podem estar funcionando aparentemente bem, mas que poderão apresentar falhas quando submetidos ao esforço maior de uma viagem longa: Sistema de ignição e injeção, molas e amortecedores, rolamentos de roda, pastilhas de freio, coifas e juntas homocinéticas e a correia dentada do motor, bem como seus respectivos rolamentos.

-PNEUS

Acredite, o estepe é o seu melhor amigo. Não deixe ele pra trás durante as suas viagens, pois a sua ausência pode transformar um contratempo em um problema gigante. Isso sem falar que ele é um item obrigatório de acordo com o Código Nacional de Trânsito e, obviamente, deve estar em condições de uso.

Se você reparar que há uma ou mais bolhas nos seus pneus, deve substituí-los imediatamente. As bolhas são um indicativo de dano estrutural irreversível, levando a sérios riscos de explosão, principalmente na estrada – onde o pneu é exposto constantemente a uma temperatura maior, elevando sua pressão interna.

Desgaste irregular na banda de rodagem do pneu é um sinal de desalinhamento da suspensão, ou de uso de pressão inadequada no pneu por longos períodos. De acordo com a Resolução 558/80 do Código Nacional de Trânsito, os sulcos do pneu devem ter no mínimo 1,6mm de profundidade.

É pouco se comparado a um pneu novo, com 8mm em média. Eles são essenciais para a correta drenagem na banda de rodagem no caso de chuva, prevenindo a temida e perigosa aquaplanagem.

Lembre-se de checar a pressão de todos os pneus, e leve em conta a quantidade de passageiros e o volume de bagagem que o carro irá transportar, pois quase todos os modelos exigem pressões diferentes para estas condições.

 

Saiba identificar a validade do pneu

pirelli-phantom-2

Todo pneu sofre um desgaste natural com o passar do tempo e para garantir a segurança de todos os ocupantes deve-se fazer a troca periódica do item. O estilo de dirigir, o tipo de pneu e a superfície sobre a qual o motorista conduz interferem no tempo de troca.

Um dos recursos utilizados para saber se está na hora de adquirir um pneu novo é oTread Wear Indicator (TWI) que significa Indicador de Desgaste do Piso. Ele consiste em filetes de borracha localizados na banda de rodagem, sinalizados como “TWI” ou com o formato de um triângulo. Quando o desgaste atingir essas marcações deve-se trocar os pneus.

É necessário verificar se os sulcos estão dentro do limite de segurança estabelecido pela legislação brasileira, de 1,6 mm de profundidade, do contrário, o veículo perde estabilidade, estando suscetível a aquaplanagem e acidentes.

Não existe uma dada exata para troca dos pneus, isso depende exclusivamente do tipo de utilização, no entanto, é a manutenção periódica, feita a cada 10 mil quilômetros, que vai informar o real estado do pneu e se a troca é necessária.

Para prolongar a vida útil dos pneus, não deixe de fazer a calibragem e o rodízio entre os dianteiros e os traseiros. Rodar com os pneus carecas é arriscado e consta como infração grave, com multa de R$ 127,69 e cinco pontos na carteira.

Dicas para evitar a aquaplanagem

aquaplanagem

Chuva e direção pode ser uma combinação perigosa se o motorista não tiver cautela e se não utilizar pneus em boas condições. A aquaplanagem ocorre quando forma-se uma película de água na pista, impedindo a aderência do pneu ao solo. Isso prejudica a estabilidade, frenagem e o controle do carro, sendo responsável por grande parte dos acidentes em dias chuvosos.

Para o seu carro não aquaplanar siga essas dicas:

– Pneus carecas são os principais responsáveis pela ocorrência da aquaplanagem, já que os sulcos da banda de rodagem ficam rasos, reduzindo a capacidade de escoamento de água. Utilize sempre pneu em boas condições;

– O excesso de velocidade colabora para a ocorrência do fenômeno, pois o fluxo de escoamento de água pode ser insuficiente. Diminua a velocidade em dias chuvosos;

– Os pneus direcionais, conhecidos também como pneus de chuva são mais resistentes à aquaplanagem. Esse tipo de pneu possui o desenho da banda de rodagem em formato de “V”, garantindo melhor drenagem da água;

– Pneus que apresentam composto de piso de alta aderência são capazes de minimizar a aquaplanagem e melhorar o poder de tração em pistas molhadas. São mais eficientes em poças rasas e em velocidades reduzidas;

– Mantenha os pneus calibrados;

– Fique atento, pois a aquaplanagem também pode ocorrer quando há lama e óleo na pista.

A importância de manter a pressão ideal dos pneus

calibragem

 

Manter a pressão correta dos pneus do carro é essencial para garantir maior desempenho, conforto e segurança. Rodar com a calibragem fora dos limites ideais é perigoso, pois interfere na estabilidade do veículo, aumenta a resistência de rolamento, diminui a vida útil dos pneus e eleva o consumo de combustível.

Antes de realizar a calibragem é preciso saber os calibres adequados para o tipo de pneu do seu carro, indicados no manual do proprietário. Depois disso, basta digitar o número no visor da bomba de ar, encaixar a mangueira do calibrador na válvula do pneu e esperar apitar. Lembrando que a calibragem deve ser feita uma vez por semana ou, no mínimo, uma vez a cada quinze dias.

Cuidados:

– A calibragem deve ser feita em um posto de confiança;

– É mais eficaz fazer a calibragem com os pneus frios;

– Pneus muito inflados podem estourar, até mesmo no contato com pequenos objetos;

– Pneus murchos furam com facilidade e desgastam-se 50% mais que um pneu calibrado;

– Não se esqueça de calibrar o estepe também;

– Pneus descalibrados sofrem aumento da distância de frenagem e aumenta-se o risco de aquaplanagem;

– Com sobrecarga no carro, alguns fabricantes recomendam aumentar a pressão indicada. Verifique sempre o manual;

– Pneus inflados com nitrogênio devem ser calibrados normalmente, a cada uma semana ou quinze dias.

Manutencão Preventiva

Correias
A principal função desta peça é o sincronismo entre o virabrequim e o comando de válvulas, principais eixos do motor. Quando a correia quebra, há interrupção nesse sincronismo, o que provoca parada total do veículo. A Mecanica Exclusive aconselha uma avaliação visual a cada 10 mil quilômetros. A cada troca, é recomendável ainda avaliar o estado das polias e tensionadores, a fim de garantir a eficiência da correia e evitar o desgaste precoce da mesma.

Cuidados com o Óleo do Motor

Além de lubrificar, o que reduz o atrito e diminui o desgaste dos componentes internos do motor, o óleo do motor atua:

  • » Refrigerando, evitando a fusão interna do motor;
  • » Transmitindo energia mecânica;
  • » Como função detergente, limpando o motor.

Internamente, podem surgir borras que ocasionam entupimento e travamento do motor, quando forem sugadas pelo pescador de óleo localizado no cárter e direcionadas para dutos de condução de óleo para lubrificação do motor. Os motivos mais comuns para surgimento dessas borras são:

  • » Utilização de óleo com especificação inferior ao recomendado pelo fabricante, gerando oxidação precoce do lubrificante;
  • » Combustíveis adulterados, pois normalmente subprodutos da queima do combustível contaminam o óleo do motor, mas se o combustível for adulterado com produto que contenha algum composto de resina pode ocorrer formação de borra no cárter;
  • » Troca fora do prazo recomendado pelo fabricante do óleo do motor, porém deve-se também considerar a troca na metade do prazo ou da quilometragem recomendada em situações severas de uso do veículo (utilização em percursos pequenos do tipo anda e para ou em estradas de chão); ou seja, se o recomendado pelo fabricante é a troca de óleo com um ano ou com 10.000 km, nesses casos isso pode ser feito com seis meses ou 5.000 km, considerando-se o que ocorrer primeiro;
  • » Aditivação extra no óleo do motor. Lubrificantes de qualidade já recebem aditivos de forma balanceada.

Abaixo, seguem-se sugestões para conservação do motor de seu veículo:

Verifique o nível do óleo semanalmente.

Com o motor frio, preferencialmente pela manhã antes da primeira partida e com o veículo em piso nivelado, retire a vareta do óleo, limpe-a com um pano ou papel e insira e retire-a novamente.

O nível de óleo deve estar entre as marcas “Mín” e “Máx” gravadas nela.

Se o nível do óleo estiver acima do normal verificado normalmente, pode ter ocorrido acréscimo em excesso de lubrificante no motor ou mistura de água por possível rompimento da junta do cabeçote do motor. No último caso, recomenda-se não ligar o veículo, pois a lubrificação no motor estará prejudicada em função da água. No primeiro caso, o excesso de óleo poderá ocasionar contaminação das velas de ignição.

Se necessário, complete com o óleo de mesma marca e/ou recomendado pelo fabricante.

A maioria dos fabricantes considera normal o consumo de até um litro de óleo para cada 1.000 km rodados, pois mesmo o motor sendo vedado, uma parte do óleo fica nas paredes dos pistões e é queimada em função das altas temperaturas internas na câmara de combustão (em torno de 1.200 graus)

 

Filtro de óleo

Deve ser substituído a cada duas trocas de óleo de motor mineral e em todas as trocas de óleo de motor semissintético e sintético.

A troca do filtro de óleo no período recomendado previne diversos problemas comuns, como acúmulo de resíduos carbonizados e “borras” de óleo de motor, que podem ocasionar problemas a curto, a médio e a longo prazos.

Veja uns dos 10 pecados de manutenção cometidas pelo motorista.

 
Não  adianta ficar procurando posto com combustível mais barato e economizar nas aceleradas se itens simples da manutenção do carro são esquecidos. A troca das peças nos prazos recomendados pelas montadoras interfere diretamente no consumo. Veja, abaixo, 10 pecados cometidos pelos motoristas que pesam no seu bolso na hora de abastecer.

 

1 – Velas – Responsável por introduzir a energia de ignição na câmara de combustão para iniciar a queima da mistura ar/combustível, as velas devem ser trocadas rigorosamente nos prazos que manda a montadora. Elas nem precisam estar falhando para comprometer o rendimento do carro e aumentar o consumo de combustível. O prazo varia de um modelo para outro, que pode ser de 15 mil a 100 mil quilômetros. E quando uma estragar, é preciso trocar o jogo (geralmente quatro).

 

2 – Filtros – Os filtros de ar, óleo e combustível são fundamentais para o funcionamento correto do motor. Eles também devem ser trocados rigorosamente nos prazos recomendados pela fabricante do veículo. Filtros de ar e combustível vencidos interferem diretamente na mistura de ar e combustível do carro, o que faz você ir mais rapidamente ao posto abastecer.

 

3 – Combustível batizado – Não é um item de manutenção, mas deve ser trata como uma medida preventiva. Esse é o grande vilão dos carros atualmente. Com o avanço da tecnologia, o sistema dos carros é bastante sensível para ler o combustível usado. Gasolina com querosene ou álcool com água vão interferir diretamente na média de combustível, além de comprometer outras peças do sistema de injeção. Abasteça sempre em locais com selo da ANP.

 

4 – Pneus – Pneus com pouco ar interferem diretamente no desempenho e, consequentemente, no gasto de combustível. A calibragem deve ser feita a cada 15 dias, obedecendo exatamente às recomendações da montadora para os pneus dianteiros e traseiros, conforme a lotação do veículo. Além de perigosos, pneus gastos também interferem na aerodinâmica dos automóveis.

 

5 – Alinhamento – O alinhamento das rodas (ou geometria) é fundamental para o desempenho dos veículos. Além de ter menos estabilidade e provocar desgaste nas peças, carros desalinhados exigem maior esforço do motor e, consequentemente, mais combustível é puxado do tanque. O alinhamento deve ser feito em todas as revisões ou, no máximo, a cada 10 mil quilômetros.

 

6 – Adaptações – Engenheiros gastam anos projetando um carro para que ele tenha o melhor desempenho possível e menor consumo com as peças originais. Por isso, não invente adaptações não-recomendadas. Pneus fora da medida, por exemplo, aumentam o gasto de combustível. Colocação de aerofólios e suportes que interferem na aerodinâmica do carro também vão fazer você gastar mais.

 

7 – Escapamento – Além de mais barulho, rodar com escapamento furado no carro pode provocar falhas e aumento do consumo. Isso acontece porque o funcionamento dos motores são influenciados pela chamada taxa de contra-pressão dos gases. Se alguma peça do escapamento está danificada, sejam os canos ou os silenciadores, há uma mudança nessa taxa, o que pode provocar falhas na marcha lenta, resultando em maior consumo de combustível.

 

8 – Embreagem – Se você tem hábito de andar com o pé na embreagem, esqueça. Isso irá desgastar o sistema. Quando a embreagem patina, ocorre perda na transmissão de potência entre o motor e as rodas. Isso, claro, faz aumentar o consumo.

 

9 – Freios – Parece óbvio, mas vale lembrar. Rodas travadas ou com algum tipo de atrito errado no freio interferem no rendimento do carro. A lógica é simples: o motor precisa fazer mais força para rodar e, claro, vai necessitar de mais álcool ou gasolina. Os freios dos carros devem ser revisados a cada 10 mil quilômetros.

 

10 – Arrefecimento – Todos os motores têm uma temperatura ideal de funcionamento. Se trabalham superaquecidos, perdem potência, o que gera aumento no consumo. É fundamental sempre trocar o aditivo do radiador no prazo recomendado pelas montadoras e revisar todo o sistema de arrefecimento, como mangueiras, válvula termostática e interruptores.

 

Revisão antes da viagem

Os itens que precisam ser checados antes de pegar a estrada

Revisão do motor antes da viagem

O mês de dezembro está chegando e, com ele, as tão aguardadas férias de final de ano. É hora de planejar roteiros e despesas para curtir um momento de lazer sem preocupações. Mas para evitar riscos ou inconvenientes durante o trajeto da viagem, é importante que seu automóvel esteja em ordem.

Preparamos uma lista de itens importantes a serem checados antes de cair na estrada, mesmo para quem segue a rotina de manutenção recomendada pela fábrica. Contudo, atente ao tempo: a revisão não deve ser feita na véspera, já que se houver necessidade de substituição de alguma peça, muias vezes é impossível fazer isso de um dia para o outro. Confira:

Pneus

Não se esqueça de incluir o estepe na inspeção. No caso de haver uma ou mais bolhas, substitua imediatamente a unidade: é um indicativo de dano estrutural irreversível na carcaça, havendo sérios riscos de explosão, principalmente na estrada – onde o pneu é exposto a uma temperatura maior, elevando sua pressão interna.

Desgaste irregular na banda de rodagem é um indicativo de desalinhamento da suspensão, ou de uso de pressão inadequada no pneu por longos períodos. De acordo com a Resolução 558/80 do Código Nacional de Trânsito, os sulcos devem ter no mínimo 1,6mm de profundidade. É pouco se comparado a um pneu novo, com 8mm em média. Eles são vitais para a correta drenagem na banda de rodagem no caso de chuva, prevenindo a temida aquaplanagem.

Cheque a pressão de todos os pneus, e atente à quantidade de passageiros e bagagem que o carro irá carregar, pois quase todos os modelos exigem pressões diferentes para esta condição.

>> O que um pneu descalibrado provoca na dirigibilidade de um carro
>> Testamos e provamos: pneus gastos são fator de risco na chuva

Rodas

Em rodas de ferro, procure amassados. Se a pressão de um pneu estiver mais baixa que os demais, é provável que a roda esteja amassada, permitindo a fuga de ar. O reparo é simples e pode ser feito por um bom borracheiro. Em rodas de liga, atente a quebras e trincas. Dependendo do caso, sua substituição pode ser necessária.

Triângulo, macaco e chave de roda

Não confira apenas se os itens estão no carro. Faça uma checagem de funcionamento: um triângulo com a haste de apoio quebrada não serve pra nada, por exemplo.

Alinhamento da suspensão e balanceamento das rodas

Muitas vezes são deixados de lado. O pior é que seus sintomas costumam aparecer somente em velocidades mais altas: vibrações ao volante, no caso de uma roda desbalanceada; ou direção desalinhada (o carro puxa para um dos lados), no caso de alinhamento fora das especificações de fábrica – que pode ocorrer quando o carro acerta um buraco ou a calçada.

>> Atenção: pneu cantando é sinal de desalinhamento e de perigo

Barulhos na suspensão

Rangidos, batidas secas ou ruídos que se assemelham a algo frouxo devem ser averiguados na autorizada. As condições de nosso pavimento podem levar a um desgaste de partes da suspensão antes do prazo previsto na revisão.

Fluidos

Na estrada, o motor é submetido a um esforço maior que no ciclo urbano. Por isso, é importante checar o nível, a validade de todos os fluidos e seus respectivos filtros, bem como a presença de vazamentos: líquido de arrefecimento, óleo do motor e transmissão, fluido de freio, direção hidráulica e embreagem, e nível do combustível do reservatório de partida a frio (carros flex). Se o prazo de troca de filtros e fluidos estiver próximo, não há mal em adiantá-lo.

Sistema elétrico

Confira se as lanternas, faróis e piscas estão funcionando corretamente. Substituir uma lâmpada queimada é algo rápido, e pode prevenir um acidente.

Sistema de limpeza dos vidros

Além do funcionamento dos limpadores e desembaçadores, confira o nível do reservatório de limpeza e o estado das palhetas. Se estiverem ressecadas, não farão o escoamento adequado da água. No dia da viagem, limpe bem os vidros: a sujeira reflete luz e dificulta a visão. Em carros sem ar-condicionado, não é má idéia levar um pano de algodão e um spray anti-embaçante. Na chuva farão grande diferença.

Outros itens

No caso de você não ter seguido as revisões por um motivo ou outro, confira também o estado destas peças, seja na concessionária ou em uma oficina especializada. São itens que podem estar funcionando aparentemente bem, mas que poderão apresentar falhas ao serem submetidos ao esforço maior do uso rodoviário: ??Sistema de ignição e injeção, molas e amortecedores, rolamentos de roda, pastilhas de freio, coifas e juntas homocinéticas e a correia dentada do motor, bem como seus respectivos rolamentos.

 

Troca de óleo do motor: fique atento


Há alguns anos, o fenômeno da borra (o óleo vira uma espécie de pasta) se espalhou pelo país, danificando motores de veículos de passeio de várias marcas. Depois de muita polêmica, veio o diagnóstico: uso de lubrificante fora das especificações; troca (do óleo e do filtro) fora do tempo ou da quilometragem correta; e, por último, abastecimento com combustível fora das especificações. Para evitar problemas, o motorista deve seguir algumas dicas, que foram passadas por Remo Lucioli, especialista em lubrificação automotiva, da empresa Inforlub.

Continue lendo